| Teste CDM: Tanque Gili Moto para a Yamaha DT 180 |
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O Clube das Motocas recebeu um tanque da empresa Gili para testarmos na nossa Yamaha DT 180.
Como diferencial dos demais tanques em plástico existentes no mercado, esse tanque Gili tem aletas como nas motos mais novas. Isso dá à “velha” DT um ar mais moderno. Para combinar com a DT 180 do Clube das Motocas (que usa o azul da Yamaha YZ 2005), solicitamos um kit com tanque preto e aletas azuis.
O KIT
Esse mesmo folder serve de manual. Mas as únicas informações que estão contidas lá são que deve-se utilizar uma torneira de combustível da linha Yamaha YBR 125/ XTZ 125, e sugere a utilização do banco da XTZ. No mais, a instalação fica por conta da imaginação do proprietário da moto ou mecânico.
A primeira coisa que nos chamou a atenção foram as aletas. Idênticas as da Honda XR 250 Tornado. Mas a comparação fica somente no desenho. Feitas de um material bem flexível, as aletas são quase transparentes (com pouca luz é possível ver o outro lado).
Mas o que impressionou (negativamente) mesmo foi a qualidade das aletas. A cor azul é opaca, sem brilho. Além disso estão arranhadas como se tivesse sido passado um lixa fina. Os adesivos estão colados tortos, com bolhas e vincos e não parecem ter muita resistência ao contato com lama (principalmente a perna do piloto raspando nos adesivos se estes estiverem enlameados). Nunca entramos em contato com o fabricante durante um teste (com exceção de alguma dúvida sobre o produto). Mas nesse teste, fomos obrigados a perguntar se por acaso as aletas que vieram no nosso kit teriam vindo por engano (poderiam ter mandado um par que não passou no controle de qualidade?), pois não acreditávamos que a empresa, com tantos anos no mercado e reconhecida nacionalmente pudesse ter deixado passar um produto com esse nível de qualidade. Para nosso espanto a resposta da empresa foi que a qualidade conseguida era aquela mesma apresentada pelas aletas que recebemos e que o produto é destinado ao off road (deduzimos que a empresa quis dizer que, uma vez usadas na trilha, as aletas vão arranhar cedo ou tarde, então já podem vir arranhadas de fábrica mesmo). Na mesma oportunidade, solicitamos informações sobre a fixação das aletas. Estas possuem 3 pontos de fixação, mas o kit apresenta somente 2: A parte de trás, é fixada no mesmo suporte que prende o tanque ao chassis. A parte superior é fixa ao próprio tanque, através de um parafuso. Mas a parte inferior (frontal), não tem local para fixação. A empresa respondeu esse quesito informando que deveríamos fazer os suportes para fixar essa parte das aletas, pois eles não acompanham o kit. Vale mencionar que sem essa fixação, as aletas ficam soltas e com o vento tendem a “abrir”, afastando-se do tanque. Ou seja, os suportes são indispensáveis... O tanque tem capacidade menor que o original, em 2 litros (13 litros no original e 11 litros no Gili). Mas poderia caber mais, pois o tanque ficou mais afastado da coluna de direção em relação ao tanque original. Se o tanque se alongasse como no original, é possível que entrasse mais 1 litro, ao menos. Ao contrário das aletas, seu acabamento é melhor, embora um lado da emenda esteja com acabamento discutível. Por baixo, o acabamento também é sofrível, embora instalado na moto, não seja visível. Conta com uma tampa rosqueável que dispensa carregar uma chave pra abri-lo e facilita assim o trabalho de reabastecimento. Essa tampa tem um sistema de respiro e acompanha uma mangueira transparente para direcionar os gases. Mas a mangueira é curta e não alcança um ponto qualquer na moto para sua fixação. O bocal é bem maior que o do tanque original. Em volta dele, há um rebaixo que direciona o combustível para a frente do tanque, caso derrame durante o abastecimento, evitando que a gasolina corra pelo banco da moto. O sistema de fixação do tanque na moto é o mesmo do original. Dois amortizadores na parte dianteira e dois ilhóis de borracha na traseira. O peso do conjunto tanque/aletas/torneira ficou em 3,145Kg (o tanque original, com tampa e torneira ficou em 3,620Kg). A redução de peso é de 475g. Pode parecer pouco, mas retirar meio kg de uma moto não é tarefa fácil. Outro detalhe: Só as aletas pesam juntas 610g. Ou seja, se fosse pra trocar só os tanques, sem usar as aletas, a diferença de peso seria de 1,085Kg!!!!!! A título de curiosidade: A tampa do tanque original pesa 230g e a tampa Gili pesa 70g. Já o tanque Gili, com torneira e tampa, mas sem aletas, pesa 2,530Kg.
A INSTALAÇÃO Colocamos as borrachas do tanque original e instalamos o tanque no chassis da moto. A parte da frente entrou extremamente justa. Já a chapa de fixação na traseira do tanque, não “casou” com os pinos de fixação do chassis. Houve um pequeno erro ao centralizar essa chapa no tanque, bem como o ângulo de inclinação desta chapa. Tivemos que refurar e dobrar essa chapa para que alinhasse ao sistema de fixação da moto. Colocamos o banco original da moto para ver se o conjunto ficava perfeitamente unido. E ficou. Uma vez acertado o posicionamento do tanque, o retiramos para a instalação da torneira. No local de fixação da torneira existem duas porcas embutidas no tanque e uma marcação onde deve ser feito o furo para passar os tubos. Ao furarmos o tanque, os resíduos acabaram caindo dentro dele, o que necessitou de uma limpeza. Compramos uma torneira paralela para a Yamaha YBR 125, por R$ 12,00. O problema é que essa torneira não vem com o botão de acionamento e não existe no mercado paralelo à venda. Na concessionária, só esse botão custa R$ 25,00. A torneira original também não vem com o botão e custa R$ 34,00. Ou seja, uma torneira original completa custa a bagatela de R$ 59,00. Procuramos algum botão de acionamento que pudesse ser colocado na torneira que compramos. O mais próximo foi da Caloi Mobilette, que compramos por R$ 1,50. Foi necessário retirar o pino original desse botão e aumentar o diâmetro do furo. A seguir, fazer um furo transversal para passar o parafuso que fixa o botão original à torneira. Problema resolvido! Os suportes deram um pouco de dor de cabeça para faze-los, já que o chassis não tem muitos pontos de fixação para eles, afinal, a moto não foi projetada para ter um tanque com aletas. Começamos com suportes simples, de apenas uma barra horizontal saindo do chassis até cada aleta. Mas esse modelo se mostrou perigoso, pois em um tombo, poderia acabar ferindo o piloto. Optamos então por usar uma outra forma, que pudesse inibir ao máximo qualquer incidente. Feito os protótipos com chapa de ferro de 15mm de largura por 5mm de espessura, notamos que os suportes ficaram um tanto pesados. Optamos então por fazer em alumínio, cujo peso final ficou em 220g. Deve-se considerar isso como peso ao tanque, já que são necessários para fixação das aletas. Tivemos um gasto de R$ 8,00 com chapas de alumínio (19mm de largura por 5mm de espessura) e mais R$ 10,00 com solda. Já que o suporte traseiro do tanque teve que ser reposicionado, cortamos os suportes originais das aletas e fizemos novos, também de alumínio. Todos os pontos de fixação das aletas são por parafuso, sem necessidade de porcas, pois fizemos roscas nos suportes. Assim, uma única ferramenta é necessária para soltar as aletas. Com tudo pronto, recolocamos o tanque na moto e as aletas. Se antes, o banco encaixava bem no tanque, agora ele bate nas aletas e se distancia um pouco. Recortando as aletas na parte de cima, onde encostam-se ao banco, soluciona o problema. Por outro lado, as aletas não ficam bem encostadas na traseira do tanque, necessitando de mais uma fixação. Para não colocar parafusos entre o banco e o tanque (o que poderia estragar um dos dois, ou ambos), optamos por unir as duas aletas com cintas zip tie. A torneira de combustível ficou parcialmente escondida atrás da aleta, o que dificulta um pouco o seu manuseio. Abastecemos o tanque. Utilizando-se 25ml de óleo 2 tempos por litro de combustível, é possível abastecer os 11 litros de combustível (mais os 275ml de óleo) tranqüilamente, já que o tanque suporta 11,75 litros até a base do bocal. Como o tanque não tem quebra-ondas no bocal, sugere-se mesmo abastecer com os 11 litros recomendados pelo fabricante (+ o óleo 2 tempos).
A reserva ficou com 2,85 litros. Uma vez que parou se sair combustível pela torneira, constatamos que ainda restou combustível no tanque. Foram exatos 160ml que a torneira não despejou, devido a curva que o tanque faz para passar pelo chassis, o que impede esse resto de combustível de vir do lado direito para o lado esquerdo, onde está a torneira.
Atenção! Verifique se a vazão da torneira de combustível está correta em relação ao carburador da sua moto.
Visual Dependendo do ângulo que é vista a moto, as aletas deram um visual mais agradável à moto, parecendo com a Yamaha TT-R 230. De perfil, as aletas parecem um pouco desproporcionais em relação à moto (muito grandes) e deveriam ficar mais inclinadas na frente.
COMPORTAMENTO Com tudo pronto, chegou a hora de testar na prática o lançamento da Gili. A princípio, estranha-se um pouco as aletas, pois elas não são lisas como o tanque original. Ou o joelho se encaixa no relevo das aletas ou fica numa quina dela, numa situação um pouco desconfortável. Acredito ser questão de se acostumar, visto que as aletas são idênticas as da Honda XR 250 Tornado (e, portanto, os pilotos dessa moto devem ter a mesma sensação). Quando soubemos que o tanque comportava 2 litros a menos que o original, a expectativa foi que ele fosse mais fino, permitindo um encaixe melhor das pernas. Só que o tanque é muito fino próximo ao banco e mais largo que o original na parte frontal. Pilotando em pé, as pernas não batem no tanque, perdendo-se assim um ponto de apoio. Além disso, por ser mais fino que o banco, fica um espaço incômodo entre as duas peças. Já a largura maior na frente não foi tão sentida. Apenas as aletas que não se adequam bem ao tanque ficam mais abertas do que deveriam. Isso deve reduzir um pouco a velocidade final da moto, pelo arrasto provocado pelas aletas. Nas curvas, não houve uma diferença considerável em virtude da largura frontal do tanque. Somente aquele incômodo das aletas serem em nível, forçando o piloto a encaixar a perna nos rebaixo e não na posição que deseja. Como já dissemos, pode ser questão de se acostumar, mas se as aletas fossem lisas, seria bem melhor.
Conclusão O novo tanque da Gili traz como diferencial as aletas incorporadas, que dão um visual mais atual para a DT 180. Alia leveza, durabilidade e dá adeus a ferrugem nos tanques originais mais antigos. Por outro lado, falta-lhe um acabamento melhor, principalmente nas aletas, que são as partes mais visíveis no conjunto (e que poderia ser criado um modelo específico para esse tanque). O formato do tanque também poderia ser diferente, não tão estreito próximo ao banco, nem tão largo na frente. Pelo preço cobrado, poderia ser um pouco melhor.
PROS E CONTRAS
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Comentários
(7)
Eu comprei um tanque destes, e confesso, se eu não tivesse recursos, nunca conseguiria (adaptá-lo), é isto mesmo! Adaptá-lo na moto. Nada casa com nada. nem suporte nem furos, etc etc... Fiz contato com o fabricante, e a unica resposta que obtive foi que é assim mesmo. Não tem manuais nem nada que auxilie na adaptação. É um embuste!
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Tudo ai é verdade, mas existem mais pros, tipo o preço da DT aumenta um pouquinho, ou seja, bem mais que R$400,00 que é o preço do tanque, se você colocar o original, dependendo do modelo sai bem mais caro.E cá entre nós fica bem mais bonita!
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Gostaria de adiquirir um tamque deste mais pela qualidade informada por voces
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devo esperar mais um pouco ele facerem um tamque de boa qualidade e preço decente . Obrigado pela enformaçao Denunciar abuso
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gostaria de saber qual é o preço da roupa completa, alguem ai sabe dizer???
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pois estava vendo uma roupa da crf 230 para uma dt 180 iria ficar R$ 849,00 reais tudo, e essa roupa completa, alguem ai pode ajudar abraços e até mais Denunciar abuso
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Pelo preço realmente deixou muito a desejar, estava até pensando em colocar um desse, tinha dúvidas entre o tanque e trocar a roupa por uma da xtz.
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As aletas, pelo preço que custam (R$ 90,00 o par), são uma verdadeira porcaria mesmo. Como já mencionado o material é de cor fosca e transparente, o acabamento dos "contornos" é todo torto e tão mal feito que pelos cortes visíveis conclui-se que foram feitos no mínimo com uma faca cega, os pontos onde são colocados os parafusos de fixação não são furados do tamanho certo e nem mesmo na Honda XR 250 Tornado essas aletas encaixam bem.
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Achei um absurdo o tanto de procedimentos envolvidos para instalar o tanque. Acho q ele deveria vir de fábrica pronto pra ser utilizado e não haver a necessidade de ficar correndo atrás de suportes, torneiras, botões, soldas no quadro... Bola fora da Gili, na minha opinião.
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